DOMINGO 07 DE JUNHO : Abertura
Local : La Vache Bleue
A partir das 16h
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« A marginalidade social faz seu cinema parte 1 »
O festival Nossas Novas abre sua segunda edição com uma sessão dedicada à relação entre as margens e o cinema na cidade do Rio de janeiro, fazendo uma homenagem aos coletivos de cineastas que se desenvolveram nas favelas e bairros populares, por uma iniciativa local, com a intenção de se apropriarem da linguagem cinematográfica. Dois grupos serão apresentados: Nós do Morro, criado na favela do Vidigal em 1986, e o Cinema Nosso, localizado no bairro da Lapa, no centro da cidade.
A tangerina do Vidigal
de Gorette Bezerra et Jonathan Haagensen (Grupo Nos Do Morro) - 5’ - 2007
Joao Candido, e a revolta das xibatas
de Grupo Cinema Nosso - 12’- 2007
Vida nova com favela
de Luis Carlos Nascimento ( Grupo Cinema Nosso) 15’ - 2005
Uma mae como eu
de Luis Carlos Nascimento (Grupo Cinema Nosso) - 12’ - 2007
Herculès, é uma luta danada
de Grupo Nos Do Morro - 10’ - 2003
« A margem do cinema documentario » Parte 1
Uma seleção de filmes (super) curtos peculiares e inclassificáveis. Primeira sessão dedicada aos filmes mais experimentais do cinema documentário, a seguir...
Numero Dados / Mongus
do grupo Telephone Colorido - 10’ - 2005
Retratos da vo Ana
de Patricia Francisco - 5’ - 2008
Eu, Gorette
de Gorette Bezerra (Grupo Nos Do Morro) - 3’- 2007
Préfacio
do grupo Mate Com Angu - 6’ - 2006
e muitos outros…
+ show surpresa…
SEGUNDA FEIRA 08 DE JUNHO
Local : La Vache Bleue
20H00
« A marginalidade social faz seu cinema parte 2 »
A segunda sessão, dedicada à relação entre cinema e marginalidade social na cidade do Rio de Janeiro, privilegia os diversos olhares que ilustram cada um dos diferentes exemplos da apropriação do cinema como instrumento de luta ou mesmo como elemento fundamental da cultura popular: um filme que defende a ocupação e reapropriação de residências abandonadas, um cinema, localizado num bairro popular, construído com materiais reciclados ou de segunda mão, a criação de uma rádio pirata libertária e uma homenagem aos cineastas Paulo Silva e Julio Pecly (Companhia Brasileira de Cinema Barato), figuras incontornáveis do cinema das favelas cariocas, num filme produzido pela Central Única das Favelas (CUFA), que desde 1998 funciona como um pólo de produção cultural nas favelas do Rio.
Ocupar, resistir, produzir !
de Eduardo Silva - 9’- 2005
Mini Ciné Tupy
de Sérgio Bloch - 10’ – 2003
Radio livre ataca
de Bruno Tarin et Julia Barretto - 7’- 2006
Pé no chao, cabeça nao
de Felipe Malta - 27’ – 2009 (produit par le CUFA)
TERCA FEIRA 09 DE JUNHO :
Local : Cinema Action Christine
20H00
« A margem da historia : a violencia politica e a ditadura contada pela camera»
Cabra marcado para morrer
de Edouardo Coutinho - 119’ - 1985
Em 1962 o líder camponês João Pedro Teixeira é assassinado em Sapé, Paraíba, nordeste do Brasil, a mando do latifundiário local. Influenciado pelo Cinema Direto, Eduardo Coutinho começa a rodar, em 1964, uma ficção inspirada na vida do líder, interpretada por trabalhadores rurais e pela viúva de João Pedro. O filme acaba tendo as filmagens interrompidas pelo golpe militar, no mesmo ano de 1964. Em 1981, com a abertura política, Coutinho retoma o projeto e procura a viúva Elizabeth Teixeira e seus oito filhos, dispersados pela onda de repressão que seguiu ao episódio do assassinato, na tentativa ouvir os sujeitos envolvidos.
QUARTA-FEIRA 10 DE JUNHO :
Local : La Commune Libre d’Aligre
20H0
« A extrema margem da sociedade industrial : os restos do mundo…»
A economia de mercado vista através de seu avesso: o lixo, onde se acumula tudo o que a indústria rejeita e coloca o mais longe possível de sua vista. Na primeira parte, um curta de Jorge Furtado, considerado um clássico do cinema documentário brasileiro, e um longa de Eduardo Coutinho, que retrata homens e mulheres que sobrevivem graças o que retiram de um vazadouro (lixão) localizado em São Gonçalo, a 40 km do centro do Rio de Janeiro.
Ilha das flores
de Jorge Furtado - 12’ - 1989
Boca de lixo
de Eduardo Coutinho - 50’ - 1992
QUINTA-FEIRA 11 DE JUNHO
Local : La Vache Bleue
20H00`
« Margens etnicas e culturais em questao »
Diferentes facetas da diversidade cultural brasileira, retratos de comunidades como testemunhos de populaçoes marginalizadas: um acampamento cigano em Alagoas, uma comunidade quilombola do nordeste e a luta pela terra de uma aldeia indígena Potiguara em Pernambuco...
Tarabatara
de Julia Zakia - 23’ - 2007
Até onde a viste alcança
de Felipe Peres Calheiros et Asterisco - 20’- 2007
Potiguara, Marcaçao serrada
de Telephone Colorido e povo Potiguarra - 20’- 2004
SEXTA-FEIRA 12 DE JUNHO
Local : Cinema Action Christine
« A margem do cinema documentario » parte 2
Nesta segunda sessão, dedicada ao cinema mais experimental, o festival privilegia o trabalho da câmera itinerante dos mineiros Cao Guimaraes e Pablo Lobato.
- 20H00
Andarilho
de Cao Guimarães - 81’ - 2007
-22H00
Acidente
de Cao Guimarães et Pablo Lobato - 72’ - 2006